Pagot critica lentidão nas obras da BR-163 do Nortão ao Pará; vídeo

2 de junho de 2012

Pagot denuncia caixa 2 na campanha do PSDB e arrecadação para o PT

Edilson Almeida e Jonas Jozino Redação 24 Horas News
Os negócios políticos e empreiteiros é algo inimaginável e que precisa ter um fim para o bem da luta de quem combate a corrupção e os desvios de dinheiro que poderiam ajudar a servir na segurança pública, na prestação de saúde e, principalmente, nos investimentos da educação. E não há distinção entre partidos: vai do PT situação ao PSDB oposição. Uma pequena ponta de como a agregação desses dois segmentos é nocivo e pernicioso para o país, tanto para pobres, que padecem por falta de atendimento de suas demandas, como aos ricos, que mais pagam impostos, basta acessar a entrevista de Luiz Antônio Pagot à revista IstoÉ, que está chegando as bancas neste final de semana. Ela confirma, entre outras coisas, que Pagot é um “homem bomba”. E por ser assim, ele mesmo acredita que não deverá ser chamado a depor na CPMI do Cachoeira.
Demitido com o que classifica como “traição mortal”, o economista que reside em Cuiabá, afilhado político e homem de extrema confiança do senador Blairo Maggi (PR), a quem ajudou em dois governos, Pagot alimenta agora um sentimento de vingança pelo que viveu como diretor-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão que movimenta bilhões em obras públicas. De lá, foi escorraçado num esquema que tinha por trás o ícone do momento da corrupção nacional, o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
De antemão dá para dizer que os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.”
De acordo com a revista, Pagot contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado pelo Governo de José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin” - disse Pagot. Segundo Pagot, empreiteiro confirmou que 8% da verba para o trecho sul do Rodoanel era desviada para a candidatura de Serra ao Planalto.
“Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. Consulta ao TSE mostra que o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões, em cifras oficiais. O representante de uma empreiteira que participou do Rodoanel confirmou à ISTOÉ que manteve contatos com Pagot reivindicando o aditivo.
Sempre inocente, Costa Neto confirmou os contatos. Disse que atua “junto à administração pública em favor da liberação de recursos para investimentos que beneficiem” sua região. Nascimento, por sua vez, admitiu ter sido procurado por dirigentes do governo de São Paulo para discutir o aditivo, mas garante que refutou o pedido. Passos negou qualquer pressão.
Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do DNIT recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.
O economista relatou à revista que em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE.
Filippi admite que realmente foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição. “Mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, que negou ter recebido boletos de depósitos. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, admite Filippi.
A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.
Mas as pressões em cima do diretor do DNIT não vinham apenas do PT e do PSDB. Outra confissão de Pagot diz respeito a um jantar que teve com Demóstenes (ex-DEM) e a cúpula da construtora Delta no ano passado. Ao final do encontro, Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, num cômodo de sua casa. Na conversa, Demóstenes disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha. Como se vê, o DNIT era um tesouro cobiçado por muita gente.


Confira entrevista na Isto É
Em entrevista à ISTOÉ, o ex-diretor do DNIT, hoje consultor, denuncia caixa 2 na campanha do PSDB e conta que, em 2010, quando estava na direção do órgão, arrecadou junto às empreiteiras para a campanha do PT

por Claudio Dantas Sequeira


"Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o
Rodoanel financiava a campanha do Serra"
Luiz Antônio Pagot
Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial. Os negócios vão bem, mas a incursão no setor privado ainda não foi suficiente para apagar a mágoa que guarda pela maneira como deixou o governo, no rastro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Casado, pai de uma filha, o economista, que é oficial reformado da Marinha, considera-se um técnico competente, de confiança, e diz que nutria pelo governo uma fidelidade quase canina. Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ. Em três encontros com a reportagem num hotel em Brasília, todos gravados, Pagot contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Nas conversas com ISTOÉ, Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot. Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.
CAIXA 2
Segundo Pagot, empreiteiro confirmou que 8% da verba para o trecho
sul do Rodoanel era desviada para a candidatura de Serra ao Planalto
Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi. Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE. Filippi disse à ISTOÉ que realmente foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição. “Mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, que negou ter recebido boletos de depósitos. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, admite Filippi.
"Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou
a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões"
Luiz Antônio Pagot

PRESSÃO
Em 2009, o então diretor da Dersa, Paulo Preto, solicitou
uma audiência no DNIT. Queria um aditivo para o Rodoanel
Com os tucanos paulistas foi diferente. Os pedidos eram para um caixa 2 e ele se recusou a atendê-los. Pagot contou à ISTOÉ que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia. Até então, a obra tinha consumido R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em repasses da União. Acompanhado do diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, Pagot disse que o governo não devia mais nada à Dersa. Quarenta dias depois, houve nova reunião, no Palácio dos Bandeirantes, na qual tentaram recolher sua assinatura num Termo de Ajuste de Conduta (TAC), apresentado pelo Ministério Público Federal. “A partir daí começaram as pressões”, diz Pagot. Ele diz que recebia telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR/SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. O caso foi parar no TCU, que autorizou a Dersa a assinar o TAC, condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do MP. Pagot recorreu à AGU, que em parecer, ao qual ISTOÉ teve acesso, o liberou de assinar o documento.
Em meados de 2010, almoçando uma dobradinha no tradicional restaurante Francisco, em Brasília, o procurador de uma empreiteira adicionou para Pagot um elemento novo à já suspeita equação do Rodoanel. O interlocutor, segundo o ex-diretor do DNIT, revelou que no convênio haveria um percentual para abastecer a campanha de Serra. “Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. Consulta ao TSE mostra que o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões, em cifras oficiais. O representante de uma empreiteira que participou do Rodoanel confirmou à ISTOÉ que manteve contatos com Pagot reivindicando o aditivo.
Questionado por ISTOÉ, Valdemar Costa Neto confirmou os contatos. Disse que atua “junto à administração pública em favor da liberação de recursos para investimentos que beneficiem” sua região. Nascimento, por sua vez, admitiu ter sido procurado por dirigentes do governo de São Paulo para discutir o aditivo, mas garante que refutou o pedido. Passos negou qualquer pressão.


"Apresentei para Filippi (tesoureiro do PT) uma lista
de 40 empresas. Tinha que ter volume"
Luiz Antônio Pagot
A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.
Mas as pressões em cima do diretor do DNIT não vinham apenas do PT e do PSDB. Outra confissão de Pagot diz respeito a um jantar que teve com Demóstenes (ex-DEM) e a cúpula da construtora Delta no ano passado. Ao final do encontro, Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, num cômodo de sua casa. Na conversa, Demóstenes disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha. Como se vê, o DNIT era um tesouro cobiçado por muita gente.

1 de junho de 2012

Em encontros no interior, lideranças do PSD "lançam" Riva ao Governo do Estado

Da Redação
O Partido Social Democrático de Mato Grosso (PSD/MT) concluiu em Jaciara, município da região Sul - localizado no Vale do São Lourenço e distante 145 km de Cuiabá, o 24º Encontro Regional para esclarecimentos acerca do processo eleitoral 2012 forçado pela aplicabilidade da lei da Ficha Limpa, orientações contábeis e, ainda, medições de candidaturas de vereadores, vices e prefeitos em todo o estado.
Em todos os encontros do PSD, o deputado Riva foi lançado à sucessão governamental e, em Jaciara não foi diferente. “Queremos um nome que conhece todo o estado, que sabe das dificuldades de Colniza a Alto Araguaia. E o deputado Riva é esse nome”, defendeu Valdecir Luiz Collez “Chiquinho”, prefeito de Juscimeira, em referência ao cargo de governador. Por parte de Riva foi: “Nesse momento o que nos interessa é preparação para as eleições que estão chegando”.
Sobre a orientação aos pré-candidatos nas eleições de 2012, a preocupação dos peessedistas é a disputa limpa e segura de seus candidatos, para que não se surpreendam com as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Pensamos em prepará-los para não perderem para o famoso tapetão”, sintetizou Chico Daltro - presidente do Diretório Estadual e complementou: “Antes das convenções faremos um curso de nivelamento com todos os diretórios municipais, numa espécie de treinamento final antes das urnas em 2012”.
O movimento político de preparações do PSD com suas extensões Jovem e Mulher definiram total autonomia das cidades nas decisões de formação de alianças, um grande diferencial de respeito às peculiaridades de cada localidade.
“Em cada cidade há um clamor popular e devemos segui-lo. Quando surgimos, no ano passado, tínhamos esse pensamento e colocaremos em prática por entender que é lá que as coisas acontecem. Quem conhece a realidade daqui [Jaciara] são vocês, porque vetar ou dar palpites? Se tiverem candidatura própria ou preferem aliar-se, estaremos aqui para selar esse compromisso”, sentenciou o deputado José Riva, secretário-geral.
De acordo com Riva, essa premissa acabou dando corpo ao partido e durante os encontros, essa segurança revelou um aceite surpreendente. “Dialogamos com os diretórios e comissões provisórias de todas as regiões e sentimos-nos gratificados com a resposta de cada filiado, de cada pré-candidato. Acredito que sairemos da disputa com mais força da que começamos”, analisou o líder peessedista. Em Jaciara, Riva agradeceu a confiança de todos os filiados e detentores de cargos que migraram para a sigla 55, lembrando as dúvidas, quanto ao risco de perderem mandato. “Se o PSD é assim foi porque vocês acreditaram”, agradeceu.
Conforme a presidente do PSD Mulher, Vanice Marques, a intenção é ampliar o atual número de gestoras e vereadoras. “Temos bons nomes em diversos municípios, o que nos dá impressão que as vagas de mulheres nas prefeituras e câmaras aumentem significativamente”, previu.
“As novas exigências eleitorais são muitas, mas não o suficiente para desanimar os pré-candidatos do PSD. Observei que depois das explanações houve sentimento de confiança por parte deles”, opinou Hélio Udson Ramos, consultor jurídico.
Quanto ao deputado Valdizete Nogueira, que ensaia candidatura de prefeito na Capital dos Esportes Radicais, Riva disse: “Pense na sua candidatura, que o partido estará ao seu lado”. Já Valdizete respondeu: “Estamos conversando com aliados, agradeço todo o apoio e com certeza o futuro bate em nossas portas”.
Presentes ao encontro, além da anfitriã, os representantes de Dom Aquino, São Pedro da Cipa, Juscimeira e Nova Brasilândia. E os deputados Riva, José Domingos Fraga, Valdizete Nogueira, ex-deputado Pedro Satélite, Wilson Dentinho, Eliene Lima e Homero Pereira (ambos deputados federais), vice-governador Chico Daltro.

Profissionais cobram aprovação da lei que federaliza crimes contra jornalistas

Após casos recentes de violência contra profissionais de imprensa, representantes da categoria cobram a aprovação de projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, que irá transferir à esfera federal a responsabilidade de apurar os crimes cometidos contra jornalistas no exercício da atividade.
De autoria do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), o projeto de lei confere à Polícia Federal (PF) a responsabilidade por investigar os crimes contra jornalistas que as autoridades estaduais não conseguirem esclarecer em 90 dias, transferindo também o julgamento para a Justiça Federal. Queiroz é ex-delegado da PF.
Em audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos, no último sábado, 26, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, destacou que a maior parte dos crimes contra profissionais da área tem motivações políticas e ferem o direito à informação e a liberdade de imprensa.
A cada dez casos de violência contra jornalistas, seis ocorrem contra os profissionais que cobrem a área política. Atualmente, o Brasil ocupa a 11ª posição do ranking dos países mais inseguros para a prática da profissão, logo atrás do Paquistão, de acordo com dados da Fenaj.

Sindicato dos jornalistas repudia “agressão covarde” contra repórter

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor) lançou uma nota de repúdio contra a agressão praticada pelo prefeito de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira, o Wilson Pescadô, contra a repórter Elissa Neves, da TV Record, ato classificado como “covarde e sem justificativa” pelo Sindjor.
Recentemente (veja no vídeo abaixo da matéria), Elissa abordava o prefeito para uma entrevista quando ele a pegou pelo pescoço e falou algo em seu ouvido. As câmeras da TV Record gravaram a cena e Elissa registrou boletim de ocorrência da agressão na delegacia municipal de Barra do Bugres.
“A violência no trato com a colega de profissão deixou a diretoria do sindicato e a categoria indignados”, consta de trecho na nota. “A direção do sindicato tomará outras medidas para dar um basta na tentativa de administradores públicos, como os da cidade, de se relacionarem com a imprensa com o viés da violência sem fim, ao invés de mostrarem o que fazem em atos e serviços com o que arrecadam de impostos do cidadão”.
Wilson Francelino de Oliveira (PSD) responde por inúmeros processos de improbidade administrativa tendo, inclusive, sido afastado do cargo.

Confira abaixo a íntegra da nota de repúdio do Sindjor.

NOTA DE REPÚDIO:
Relação com a Imprensa sem violência

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) vem a público repudiar, veementemente, a agressão covarde e sem justificativa aplicada pelo prefeito de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira, o Wilson Pescadô, contra a profissional de imprensa Elissa Neves, da TV Record.
A violência no trato com a colega da profissão deixou a diretoria do sindicato e a categoria indignados.
A diretoria lembra que profissionais de Imprensa (jornalistas, radialistas, fotógrafos, repórteres cinematográficos, desenhistas/ilustradores/chargistas, diagramadores/webdesigners) buscam em autoridades respostas para o que ouvem e para o que pede a população.
E como administrador público, o prefeito de Barra do Bugres deve saber que um dos princípios fundamentais da administração pública é a publicidade, como bem determina o artigo 37 da Constituição Federal.
A direção do Sindjor/MT repudia as atitudes de administradores de tratarem a Imprensa e seus profissionais com violência, como se essa relação fosse algo natural. A postura do prefeito certamente não combina com a cultura e hábitos do povo pacífico de Barra do Bugres.
A direção do sindicato tomará outras medidas para dar um basta na tentativa de administradores públicos, como os da cidade, de se relacionarem com a Imprensa com o viés da violência sem fim, ao invés de mostrarem o que fazem em atos e serviços com o que arrecadam de impostos do cidadão.
Basta de manobras e mecanismos de políticos contra a liberdade de expressão e comunicação! A categoria e o Sindicato não se calarão diante de atos infames como o registrado em Barra do Bugres.
Diretoria do Sindjor-MT.

Desmósteles se nega a falar e parlamentares batem boca

No início da reunião hoje (31) em que prestaria depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) disse que não responderia às perguntas feitas pelos parlamentares. Demóstenes alegou que seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, solicitou ao Conselho de Ética a degravação de seu depoimento e as notas taquigráficas para entregá-las aos integrantes da comissão.
A atitude de Demóstenes fez com que o deputado Sílvio Costa (PTB-PE) se exaltasse e começasse a ofender o senador, acusado de ligações com o suposto esquema criminoso liderado pelo empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal. O presidente da comissão decidiu dispensar Demóstenes da oitiva, mesmo procedimento que vem adotando diante dos demais depoentes que se negaram a falar. No entanto, essa atitude acabou irritando ainda mais o deputado.
"O senhor passou cinco horas no Conselho de Ética e não conseguiu se explicar. Mas, aqui, com cinco minutos, o senhor explicou tudo. O seu silêncio é a mais prefeita tradução da sua culpa", ressaltou o deputado. "O senhor apelou para Deus, se disse carola, mas o senhor não vai para o céu porque o céu não é lugar para mentiroso, não é lugar de gente hipócrita", disse o deputado se dirigindo a Demóstenes.
Diante da exaltação dos parlamentares, o senador Pedro Taques (PDT-MT) reagiu: “Todos aqui, enquanto parlamentares, devem obedecer à Constituição Federal, que afirma que o cidadão, seja lá quem for, merece respeito. Fui procurador da República por mais de 15 anos e tenho a convicção de que um parlamentar não pode tratar quem quer que seja com indignidade", argumentou Pedro Taques.
A defesa feita por Pedro Taques fez com que Sílvio Costa se voltasse contra ele com xingamentos. Em meio ao tumulto, o presidente da comissão, Vital do Rêgo, encerrou a sessão que durou 20 minutos.
Na última terça-feira, Demóstenes prestou depoimento ao Conselho de Ética do Senado e confirmou sua ligação com o empresário Carlinhos Cachoeira. Ele sustentou que não sabia do envolvimento de Cachoeira com atividades ilícitas, apesar dos mais de dez anos de convivência com o empresário e negou ter recebido dinheiro de Cahoeira.
Além disso, Demóstenes também confirmou usar um celular via rádio doado por Cachoeira e que era o empresário que pagava a conta. Ontem, os integrantes da CPMI quebraram os sigilos telefônicos, bancário, fiscal, de e-mail e de mensagens por celular de Demóstenes.
Agência Brasil

Gilmar solta os cachorros contra os ‘blogs sujos‘

Pivô da grande polêmica da semana, junto com o ex-presidente Lula, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, quer calar seus críticos na blogosfera e já anunciou que vai entrar com uma ação na Justiça para solicitar que empresas estatais deixem de ‘patrocinar ataques às instituições‘. Um de seus alvos contra os ‘‘blogs sujos‘’ é o jornalista Paulo Henrique Amorim, crítico contumaz da conduta do ministro do STF. Gilmar Mendes revelou a intenção ao jornalista Jorge Bastos Moreno, do blog Rádio do Moreno.
Leia abaixo:
O ministro Gilmar Mendes acaba de informar à Rádio do Moreno que vai entrar com uma ação na Procuradoria Geral da República, solicitando o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para o financiar blogs que atacam as instituições.
--- É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições.
( Eu sei bem de quem o ministro está falando, mas, como me disse Jobim sobre essa confusão toda, ‘eles que são branco é que se entendam’ . Jobim, Heraldo, FH e eu vamos ficar na nossa. No caso, Heraldo, não é pra menos, quer distância desse blogueiro. Eu só não sabia que a Caixa Econômica patrocinava esse tipo de blog )
O ministro explicou que, nem de longe, sua decisão visa atingir a liberdade de expressão. Pelo contrário, é em defesa que se luta contra as pessoas que não se acostumaram a viver dentro de um regime democrático.
--- O direito de crítica, de opinião, deve ser respeitado. Mas o ataque às instituições é intolerável --- acrescentou o ministro Gilmar Mendes.

30 de maio de 2012

Pagot critica lentidão nas obras da BR-163 do Nortão ao Pará; Assista o vídeo

Fonte: Só Notícias/Correio dos Municipios

O ex-diretor geral do DNIT - Departamento Nacional de Infra-estrutura- Luiz Antonio Pagot disse, nesta 2ª feira, em Sinop, que as obras da BR-163 do Nortão a Santarém estão em ritmo lento se comparado ao do ano passado quando ele estava comandando o órgão. Agora atuando como consultor de empresas, Pagot tem defendido pressão ao governo federal para agilizar a pavimentação do "corredor" de exportação de grãos de Mato Grosso via porto de Santarém. Ele lidera, a partir de hoje, com dirigentes de entidades, um "Estradeiro" até o porto paraense, e concedeu entrevista ao Só Notícias sobre o assunto.

28 de maio de 2012

RIVA: "NÃO DESCARTO ESSA POSSIBILIDADE"



"Eu não posso descartar 100% essa possibilidade", diz Riva Deputado José Riva admite projeto ao Palácio Paiaguás, critica Silval Barbosa e reclama da rotina



RAMON MONTEAGUDO
DA REDAÇÃO
Todos os dias, seu despertador toca às 4h30 da manhã. Às 7 horas ele já está em seu gabinete, onde começa uma maratona de atendimento que já durou, em certa ocasião, dezoito horas seguidas. Todos os dias, pelo menos quarenta prefeitos, vereadores e lideranças de municípios o procuram em busca de ajuda para os problemas mais variados. São, em média, duzentas e cinquenta ligações diárias em seu celular.

Esses são alguns dados da rotina diária que o deputado estadual José Riva (PSD) enfrenta há mais de dezoito anos de mandatos ininterruptos no Parlamento. Não por acaso, ele se diz cansado. "Eu sacrifiquei minha família. Eu quero mudar esse ritmo", disse.

Amado por muitos, odiado por outros, Riva virou uma espécie de unanimidade quando o assunto é não só política, mas a discussão sobre os próprios rumos de Mato Grosso.

Ele é acionado, por exemplo, várias vezes ao dia pelo governador Silval Barbosa (PMDB), a quem elogia e critica com a mesma desenvoltura. São sugestões que vão desde a articulação política até projetos e ações em logística, educação ou economia.

Dizendo-se “desestimulado” em relação à política, Riva reiterou que não disputará mais um mandato de deputado estadual. Pela primeira vez, também, admitiu que não descarta um projeto ao governo do Estado.

“É uma questão a ser avaliada. Eu não posso descartar 100% um projeto nesse sentido. Agora, não dá pra deixar de colocar o que eu penso. E eu sou muito pragmático nisso: uma disputa eleitoral, hoje, não faria bem pra minha vida; para a qualidade de vida que eu quero ter a partir dos meus 55 anos”, afirmou.

Entre um atendimento e outro, Riva recebeu a reportagem do MidiaNews na última quinta-feira. Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.

MidiaNews: O senhor já deixou claro que não vai disputar, de novo, um mandato a deputado estadual. Essa é a “senha” para admitir uma candidatura ao governo do Estado?

José Riva: Eu estou com 53 anos e não tenho mais vaidade. O poder não me seduz... Sou uma pessoa que, no poder ou fora dele, sempre fui o mesmo. Eu não uso, por exemplo, segurança, motorista... Faço questão de dirigir o meu carro. O meu fascínio maior sempre foi pela disputa ao Senado. A verdade é que, hoje, eu precisaria encontrar uma motivação. Eu tenho um certo desestímulo com a situação de Mato Grosso. Confio no governador Silval Barbosa e acho que é possível fazer as mudanças necessárias. Mas, hoje, a situação do Estado realmente é preocupante, em todos os aspectos. Então, isso me leva a refletir muito... Se fosse hoje, eu não disputaria eleição nenhuma.

MidiaNews: Mas não é esse o comentário nos bastidores. Até pelo fator conjuntural: o PSD é uma das siglas com maior musculatura e capilaridade no Estado, o seu nome é massificado, não há interesse em outra disputa pela Assembléia. O governador Silval não poderá ir à reeleição. O que ainda seria necessário para uma candidatura ao governo?

Riva: Eu, sinceramente, me acho muito preparado... Eu tenho boas ideias e Mato Grosso tem solução. Eu tenho convicção de que é possível fazer um trabalho corrigindo as desigualdades sociais que existem, e que foram tema de um livro meu. É preciso investir nessa logística, que infelizmente é capenga no Estado, nessa saúde, que é insuportável e repleta de falhas. Eu me acho uma pessoa bastante dedicada. Eu estudei bastante o Estado, mas não é isso que determina a disputa de uma eleição. É um conjunto de ações.

Midianews: Há um comentário de que o senhor não quer admitir uma candidatura porque teme ficar exposto, ou porque pode ficar inelegível, por causa de processos eleitorais a que responde.

Riva: As pessoas falam muitas coisas; é um direito. Há dias um articulista escreveu que eu estaria interessado em ser governador “tampão”. A tese dele é que o Silval sairia para ser candidato em 2014 e o Chico Daltro, vice-governador, ao invés de assumir, renunciaria para eu, na condição de presidente da Assembléia, assumir o Palácio Paiaguás. Eu não tenho intenção nenhuma de ser governador “tampão”. Isso é uma piada. Se eu quisesse ser governador, eu iria disputar um mandato pra ser governador eleito. O Chico Daltro não aceitaria esse jogo; muito menos eu. Eu jamais faria isso, em respeito ao Chico, aos meus princípios e, sobretudo, em respeito à sociedade, que o elegeu. Eu nunca fui de tirar ninguém na “cotovelada”.

"Hoje, a situação de Mato Grosso é
preocupante, em todos os aspectos"
MidiaNews: Então o senhor admite a disputa?

Riva: A melhor maneira de eu chegar ao governo do Estado seria construir um projeto e ser candidato a governador. Mas eu, sinceramente, não penso nisso. Vamos dizer que todo o cenário seja favorável. Que tudo conspire a meu favor. Que eu tenha estímulo em todos os aspectos, que minha saúde esteja em dia... Aí é uma questão a ser avaliada. Eu não posso descartar 100% um projeto nesse sentido. Agora, não dá pra deixar de colocar o que eu penso. E eu sou muito pragmático nisso: uma disputa eleitoral, hoje, não faria bem pra minha vida; para a qualidade de vida que eu quero ter a partir dos meus 55 anos.


MidiaNews: Mas o senhor não admite que o contexto político lhe seja favorável?

Riva: Olha, eu estou surpreso com a força do PSD em Mato Grosso. Eu falo, sem medo nenhum, que o partido se consolidou e tem a base mais bem preparada do Estado. Temos bons aliados em outros partidos, então nós temos que aguardar o tempo. Mesmo com a decisão de que, se fosse hoje, eu não disputaria. Descartar 100% uma candidatura ao governo seria, no mínimo, brincar com a inteligência das pessoas. Porque todo mundo sabe que o político sempre tem uma possibilidade de continuar na política, mesmo quando ele fala que vai parar. Eu, particularmente, vou pensar muito. É uma decisão que eu vou tomar conversando com meus filhos, meu principal “diretório”, com meus amigos, minha família... A gente vai discutir isso.

MidiaNews: Em mais de dezoito anos como parlamentar, quais as mudanças o senhor percebeu em relação ao contexto social de Mato Grosso?

Riva: O Estado, sem dúvida nenhuma, ao longo desses anos, deu um grande salto. Eu costumo dizer que o grande problema de Mato Grosso foi a falta de planejamento, foram os governantes não se atentarem para o fato de que de um Estado que crescia como o nosso, a índices chineses, precisava de um planejamento rigoroso. E que o Estado buscasse atender as demandas em função desse crescimento. É duro você imaginar que Mato Grosso, hoje, tem menos leitos hospitalares do que tinha há vinte anos. É duro imaginar que a logística do Estado foi preparada num momento em que o agronegócio não estava no seu auge... Que ela fosse suportar a realidade de hoje. É logico que tem rodovias importantes, pavimentadas há muito tempo, que inclusive hoje precisam ser reconstruídas. É lógico que a logística não é a esperada, mas eu acho que o processo de privatização da Cemat, da telefonia, a extinção do Bemat, que era um câncer que corroía as finanças do Estado, contribuiu muito. Mato Grosso cresceu em todos os aspectos, mas vai crescer muito mais nos próximos dez anos. Aliás, vai crescer em dez anos o que levou trinta anos para crescer.

"A logística do Estado é capenga;
a saúde é insuportável e repleta de falhas"
MidiaNews: Quais os principais gargalos ao desenvolvimento de Mato Grosso?

Riva: Acho que o grande gargalo do Estado é o planejamento público, que hoje é manco, mas precisa ser eficiente. Mato Grosso precisa ser planejado, o governador Silval não pode ser responsabilizado por todo esse estrangulamento. Mas ele será responsável se não tomar uma providencia para preparar Mato Grosso para o futuro, para esse crescimento que vamos enfrentar nesses próximos dez anos. Então, é preciso melhorar a logística, oferecer uma estrutura melhor de saúde para a sociedade, colocar a Unemat no lugar que ela merece, como instrumento para a formação de novos profissionais, de cidadãos que tenham oportunidades de crescer. A questão da segurança também é muito preocupante... Enfim, são áreas essenciais que precisam melhorar muito.

MidiaNews: Continua a lhe preocupar o fato de Mato Grosso ainda se amparar economicamente na produção primária?

Riva: Claro. Mato Grosso precisa de uma política mais audaciosa de industrialização. Eu fico triste quando olho para os incentivos fiscais e vejo que o percentual maior está na pecuária, com 34% aproximadamente. E em um setor que não beneficia o pecuarista, beneficia muito mais os frigoríficos do que os pecuaristas. Realmente é preciso investir na industrialização. Não adianta Mato Grosso participar com 34% do superávit primário da balança comercial. Isso é uma ilusão, um engano, que mostra uma falsa ideia do crescimento da economia. O que precisamos é agregar valor, gerar renda, gerar emprego - e isso só vai ser feito com a industrialização do nosso produto. Acho que o Estado tem que ser mais audacioso, tem que ser mais rigoroso com aqueles que vem trazer produtos industrializados para cá. Se usufrui sem investir aqui, está penalizando um segmento empresarial forte. Quando a gente permite isso aqui, muitas vezes perdemos poder de competir com produtos de fora; quer dizer, deixa de produzir aqui porque se inviabiliza. Então é preciso reanalisar essa politica de incentivo. Eu sou a favor desse incentivo, desde que ele beneficie setores, e não empresas. Até porque já há setores que já não precisam desse incentivo, e outros precisam ser alavancados.


MidiaNews: Como o senhor avalia a questão da lei Kandir?

José Riva: É o grande problema de Mato Grosso, porque essa lei penaliza os Estados produtores, como o nosso. Perdemos, em média, R$ 1,8 bilhão por ano. O governo Federal dá esmola com o chapéu alheio e, além disso, a compensação é de apenas 10% a 20% daquilo que o Estado perde... Somos um Estado penalizado. Eu falo que a gente fica elogiando o governo Federal e Mato Grosso pagou no ano passado R$ 1 bilhão de dívida - e vai pagar esse ano R$ 1,35 bilhão. Infelizmente, nós temos poucos eleitores e isso reflete muito perante o governo. Nosso colégio eleitoral é insignificante perto de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Mas eu acho que o governador Silval e a nossa bancada federal têm que ser mais duros com o governo Federal. Por que isso, pra mim, é esmola.

MidiaNews: Apesar da proximidade com o governador Silval Barbosa, o senhor tem sido um crítico bastante incisivo. Qual a sua avaliação sobre o atual governo?

José Riva: O governador Silval é um homem extremamente capaz, uma pessoa articulada, de diálogo, humilde... Mas às vezes, talvez pelo acúmulo de suas tarefas, ele tem deixado de olhar para questões cruciais. Há, por exemplo, secretários desestimulados para o trabalho, cansados, que falam abertamente que não veem a hora de sair. Eu creio que isso é inadmissível. Essas pessoas precisam ser trocadas. O Estado precisa passar por uma reforma, e o governador diverge dessa opinião, ele acha que uma reforma economizaria muito pouco...

"Eu não tenho intenção nenhuma de ser
governador 'tampão'. Isso é uma piada"
MidiaNews: Na sua opinião, existe muito “puxa-saco” nesse governo?

Riva: Puxa-saco tem em todo lugar... Eu tenho o Silval como amigo, e só o alerto como amigo. Já o puxa saco-bate nas costas, fala que está tudo certo, mas é esse tipo de pessoa que te enterra. Eu sou amigo, e o governador sabe que, em qualquer momento de dificuldade, quando precisar, eu estarei aqui e serei seu aliado. Agora, eu não posso ser um aliado que fala amém para as coisas erradas. Eu tenho que ser um aliado que, muitas vezes, previna, alerte e dê sugestões para que o governo tome o caminho certo. Não sou dono da verdade, muitas vezes eu posso estar equivocado, mas nesse momento eu entendo que o Estado precisa passar por uma reforma. Eu tenho convicção de que o Estado pode diminuir a sua estrutura, o tamanho da máquina é desproporcional e a falta de planejamento ocasionou todo esse estrangulamento. Se o governo fizer uma reforma, e mexer em peças chaves, repensar a sua equipe, as coisas melhoram.

MidiaNews: Quem são os secretários “cansados” que o senhor citou?

José Riva: É difícil você citar nomes, mas acho que é hora do governador repensar sua equipe, repensar essa composição do governo, criar estímulos para as pessoas que assumirem trabalhar pra valer. Repensar esse modelo de “núcleo sistêmico”, que é uma teia de aranha e atrapalha a vida de muitas pessoas de produzir... Aliás, nisso eu tenho que concordar, tem secretário que reclama com razão.

MidiaNews: Mas o núcleo sistêmico, por outro lado, não dá mais transparência e evita a prática de corrupção?

Riva: Eu acho que tem que aperfeiçoar o controle das contas em todos os aspectos. Acho que está aí o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas e a Assembléia para fazer essa fiscalização. Com o núcleo sistêmico ou sem, se quiser fazer errado vai fazer. Assim como se quiser pegar quem fez errado, vai pegar, porque os órgãos de controle, internos e externos, hoje estão muito mais eficientes. O TCE, por exemplo, tem agido com muita lisura e com muita competência na fiscalização.


"O governo Federal dá esmola com o chapéu alheio. O Silval tem que ser mais duro"
MidiaNews: Eu gostaria que o senhor continuasse na avaliação sobre o governo.

Riva: Sim. Eu acho que o governador precisa ouvir um pouco mais os críticos. Quando você tem um aliado que te alerta, você deve agradecer. Eu acho que o governador é competente, não seria governador se não fosse, porque para chegar ao governo precisa de um conjunto de situações. Não é só dos apoios que você tem não, precisa ter qualidades, e o Silval tem qualidades. Mas ele precisa olhar um pouco mais ao seu redor, na sua periferia, quer dizer, o governo tem que ir para a base conversar com as pessoas, repactuar os compromissos. Se não deu para honrar do jeito que foi combinado, repactue. Eu acho que o governador talvez tenha dificuldade em função do número de partidos que o apoiaram, das composições políticas. Isso acaba “amarrando” muita coisa. Eu acho que é hora do governador chamar os partidos e cobrar desprendimento, no sentido deles abrirem mão de certos espaços onde a coisa não está funcionando.

MidiaNews: Nas visitas que o senhor faz no Interior, qual tem sido a percepção da população em relação ao governo?

Riva: Há uma certa insatisfação. Uma certa impaciência porque o benefício não está chegando lá na ponta, nos municípios. O governador é um homem de atitude e decisão, que já foi prefeito, deputado, presidente da Assembléia, primeiro-secretário, vice-governador. O problema é o estrangulamento do Estado, que eu já citei. Então faltam investimentos nos setores essenciais. O governador faz um trabalho importantíssimo junto ao governo Federal no sentido de alavancar recursos, de renegociar as dívidas. Com essa leva de investimentos que está sendo feito na Capital, em função da Copa do Mundo, ele vai recuperar a sua imagem, isso não preocupa muito. Mas, no geral, existe um desgaste sim, porque todos creditam esse estrangulamento da máquina ao governador Silval. Mas é um equívoco, se há poucos investimentos, é por situações que veem lá de trás. Ninguém consegue deteriorar um Estado em um ou dois anos.

"Eu alerto o Silval como amigo. Já o puxa-saco bate nas costas e fala que está tudo certo. É esse tipo de pessoa que te enterra"

MidiaNews: Seria exagero dizer que a atual gestão está encobrindo erros de governos anteriores?

Riva: Eu entendo que o Silval está um pouco tímido com relação a isso. Na minha opinião, ele tinha que ser um pouco mais agressivo no sentido de mostrar para a sociedade a realidade das coisas. Eu já cobrei isso. Já disse: “Governador, coloque as coisas na mesa, não é questão de atacar seus antecessores, mas de mostrar que há muitos problemas que foram herdados”. Isso não é atacar. Até porque eu vejo o governo Blairo Maggi como muito importante, pois realmente quebrou alguns paradigmas. Mas, é lógico, não foi um governo só de acertos. Eu acho que teve maios acertos que erros, mas que não deixou o Estado 100% saneado... Isso realmente não ocorreu, mas o Blairo deixou Mato Grosso em condições de continuar caminhando. Agora, o ideal é que o Silval mostre que esse estrangulamento não se deu no governo do Blairo, nem no dele. Foi construído ao longo de muitos anos e nós temos que enfrentar isso, corrigir as distorções da falta de planejamento, em função do passado, e planejar os próximos dez, vinte anos.

MidiaNews: Mas, mesmo com tudo isso, na sua opinião, trata-se de um bom governo?

Riva: É logico que não dá pra você qualificar de bom um governo com tantos problemas. É um governo que está tentando acertar, mas que ainda falta muito para acertar.

MidiaNews: Mas a gestão está sob controle?

Riva: Eu diria que, se o governador continuar nesse rumo, ele pode perder o controle. Ele tem que repensar a questão da reforma, como eu já disse, a renovação, não só em secretarias, mas em cargos importantes, para reoxigenar o governo e conseguir investimentos e avanços em áreas estratégicas.

MidiaNews: Recentemente o senhor disse que considera sua filha Janaína uma espécie de herdeira política. Como o senhor se sente diante do interesse dela pela politica?

Riva: Eu tenho três filhos maravilhosos, a Janaína a Jéssica e o Juninho. Mas a Janaína é a que tem mais aptidão política, que se interessa mais em me acompanhar. Sem dúvida nenhuma, eu a acho mais qualificada que eu. Inclusive ela se preparou melhor. Eu enfrentei todos os desafios da minha vida com o segundo grau, fiz o meu curso superior agora, recentemente. Então, é lógico que eu vejo com muito orgulho esse interesse dela. Se ela quiser ser deputada, vai contar com todo meu apoio e da família.

MidiaNews: O senhor tem mostrado um certo cansaço em relação à política. Também é conhecido pelo ritmo intenso a que se dedica ao trabalho. Vale a pena?

Riva: Valer a pena, vale. Sem dúvida, é muito gratificante você ver o resultado do seu trabalho melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, ver a sua região prosperar, o seu Estado melhorar. Mas é lógico que você precisa estar estimulado para esse trabalho. Eu sempre disse que ficaria na política enquanto eu achasse que tinha algo a acrescentar, que eu pudesse me dedicar 100%. E chegou o momento de eu refletir sobre isso. Já não me acho mais em condições de me dedicar da forma com que eu sempre me dediquei. Eu já cheguei a ficar na Assembleia 18 horas initerruptamente; é realmente um trabalho estafante. Você trabalha durante a semana e, nos fins de semana, existe uma cobrança da base muito grande, de você estar presente. E isso tem sido praticamente impossível... Porque a Assembleia toma o seu tempo de segunda a sexta-feira, e você tem o sábado e o domingo para visitar a base. Então não sobra um dia sequer para a família. Sem isso, sem um dia para o descanso, estresse é inevitável.

"Não dá pra você qualificar de bom um governo com tantos problemas"

MidiaNews: Não é um preço muito alto a se pagar?

Riva: Eu analiso da seguinte maneira: ao longo desses anos, eu tenho feito isso por amor à política, ao meu Estado, ao objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Eu me aprofundei nos estudos, da melhor forma que eu pude, para buscar entender a complexidade de Mato Grosso, das desigualdades, das distorções... Mas o nível da desigualdade, por exemplo, não é mais o mesmo. Trabalhamos muito com base em um estudo do nosso gabinete, onde procuramos nortear nossas ações parlamentares... Então hoje, é lógico, eu não ficaria aqui se não tivesse condições de me dedicar à função parlamentar. Mas eu refleti e decidi que não disputo mais uma eleição para deputado estadual.

MidiaNews: Isso tem alguma relação com as ações judiciais às quais o senhor responde?

Riva: Às vezes, as pessoas falam que isso, de não disputar mais a estadual, é um jogo meu, porque eu posso estar inelegível, com a ficha suja, mas não tem nada a ver. Eu acredito piamente que os processos, principalmente os eleitorais, não serão motivo para me deixar inelegível. Eu tenho confiança que uma avaliação de colegiado, com o Tribunal Superior Eleitoral, com ministros preparados, me inocentará. E acredito que esses processos todos da Assembleia, que a maioria dos processos, foi criada para me desgastar.

"Eu não desviei dinheiro público, eu não fiz lavagem de dinheiro"
MidiaNews: O senhor não desviou dinheiro público?

Riva: Não. Eu não desviei dinheiro público, eu não fiz lavagem de dinheiro. A Assembleia vivia uma realidade adversa. Quando eu cheguei à Assembleia, ela devia quase dois orçamentos anuais; essa realidade hoje é bem diferente. Nós saneamos a Assembleia e isso tem um custo. E o custo foi esse o desgaste que nós enfrentamos até hoje, infelizmente. Então, eu tenho tranquilidade quanto a isso e mostrarei que não houve nada de errado. A minha questão é essa mesmo: se eu estarei 100% em condições de continuar na politica. Eu não quero que alguém diga: “Olha, o Riva mudou. O Riva não vem mais cedo, não se dedica mais, ele não vai mais às bases". Então, é o momento de eu refletir sobre isso, de buscar uma qualidade de vida melhor... Sem demagogia, se eu estivesse fora da política, eu ganharia muito dinheiro, gastaria menos e, sem dúvida, teria mais tempo para a minha família, meus amigos e, consequentemente, melhoraria minha qualidade de vida.

MidiaNews: Como é a sua rotina diária?

Riva: Hoje, por exemplo, eu levantei às 4h35 da manhã para fazer uma caminhada. Eu só encontro esse horário para caminhar, e ainda sou interrompido por telefonemas às 5 horas da manhã. Religiosamente, antes das 7 horas eu estou na Assembleia. Em muitos dias, eu não encontro tempo para almoçar. Tem dias que eu não encontro tempo para sair daqui e ir a um jantar de família. Isso faz a gente refletir. A sobrecarga é grande porque eu passei a ter uma atuação em todo o Estado. Eu sou procurado por pessoas de todos os municípios, querendo solução para os problemas.

"Eu já cheguei a ficar na Assembleia 18 horas ininterruptamente; é realmente um trabalho estafante"

MidiaNews: Mas não seria possível diminuir esse ritmo?

Riva: Eu não me sinto no direito de não atender as pessoas que me procuram. Eu não conseguiria não dar atenção para essas pessoas que eu cativei e cultivei durante muitos anos. É raro o dia em que não recebo ligações de 30, 40 municípios. É uma demanda muito grande. Quando estou em uma reunião de uma hora, sem atender celular, se acumulam mais de 50 ligações. É quase impossível dar conta de uma demanda dessa. E ainda tem gente que acha que você não quer atender, que você está postergando. Mas isso não é do meu perfil. Eu aprendi, desde muito cedo, que uma das formas de você resolver o problema é correr atrás dele.

MidiaNews: O senhor já se sentiu impotente diante dessa demanda?

Riva: É difícil... Eu trabalho como um escravo, procuro dar atenção a todo mundo e, em muitos casos, se constrói uma imagem de que eu não estou correndo, me dedicando. Faz meses que eu não passo um final de semana em Cuiabá. Na semana passada, fizemos encontros em Diamantino, Nortelândia, Barra do Bugres, Tangará da Serra, Cáceres, Pontes e Lacerda, Araputanga, Rondonópolis, Juara e Juruena. Aí você chega, na segunda-feira, e começa tudo de novo. Daí, tem gente que vem aqui e fala: “Ô, deputado, o senhor podia tirar um domingo, um sábado e vir aqui na minha cidade, sair um pouco de Cuiabá” (risos)... Eu explico que nós não ficamos em Cuiabá nos fins de semana. Mas viajar ainda é mais leve. Durante a semana as demandas são mais exaustivas, tem demandas administrativas, existe ainda uma sobrecarga maior em função de alguns problemas no governo. Quando encontramos problemas - e nesse momento, tenho que admitir, nós temos muito problemas -, a sobrecarga da Assembleia é maior, porque a sociedade vem pra dentro da Assembleia e isso acaba te tomando muito tempo.

MidiaNews: Como está sua saúde?

José Riva: A questão da saúde é um aspecto que me incomoda muito, porque os meus tratamentos são sempre uma correria. Todo mundo sabe que eu enfrentei problemas sérios de saúde. Mas, graças a Deus, está superado. Quanto a gente passa dos 50 anos, acumula um certo desgaste. Eu, por exemplo, me obriguei a encontrar esse tempo, a me levantar às 4h30 da manhã, pra fazer uma caminhada. Fiquei dez anos sem fazer nenhuma atividade física e isso repercute na sua atuação, em tudo. E isso tem melhorado muito, mas você chega à beira do estresse, porque se você levanta as 4h30 e deita à meia-noite, você dorme quatro horas e meia e o corpo não suporta. Então, eu não sei fazer as coisas pela metade. Mudar o meu ritmo dificilmente eu vou mudar. Mas é um ritmo de vida que poucos enfrentam, e eu gostaria, sinceramente, de mudar isso.


MidiaNews: O senhor tem algum arrependimento na questão familiar?

José Riva: Com certeza eu sacrifiquei a família, sacrifiquei a minha esposa Janete, sacrifiquei meus filhos, me distanciei deles... Eu sou uma pessoa muito dependente dos meus filhos; não consigo ficar longe deles, e isso foi muito ruim pra mim. Imagina, o aniversário do meu filho está se aproximando eu não vou poder comemorar com ele, porque no dia já tenho compromisso na base. E a base cobra muito a minha presença. É uma relação que eu construí e eles me cobram isso. São 141 municípios, se você visitar um município a cada seis meses, significa que você tem que ir 282 vezes ao ano. É fácil fazer esse cálculo, mas dificilmente você vai conseguir ir. Eu já cheguei a ir ao mesmo município doze vezes num ano; não é fácil. Mas, voltando à questão, não vou dizer que seja arrependimento, mas é um sentimento de ausência que, infelizmente, influenciou no meu relacionamento conjugal, influenciou na minha relação com os meus filhos. Mas, graças a Deus, hoje a relação com eles é maravilhosa.

25 de maio de 2012

Prefeito de Barra agride repórter rede Record em público

A Reporter tenta entrevistar o prefeito que a pega pelo pescoço num gesto rispido e arrogante, aliás essa é a marca registrada dele. A Reporter diz a ele que está encrecado, pois o aperto do pescoço foi forte e segundo ela doeu. O caso foi registrado na delegacia do municipio. É mais uma do Wilson.


Redação 24 Horas News

O prefeito de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira (PSD), está sendo acusado de agredir em público a repórter da TV Record local, Elissa Neves .


Durante o encerramento dos Jogos Estudantis Municipais, ele se recusou a conceder uma entrevista à jornalista para falar sobre o evento. Diante da insistência de Elissa, Francelino a pegou com duas mãos pelo pescoço e, em tom ameaçador, disse que só falaria com o “microfone desligado”. A cena foi registrada pelo cinegrafista da emissora.
A repórter ainda avisou o prefeito de que se considerava agredida e, posteriormente, segundo testemunhas, não conteve as lagrimas. Ela foi imediatamente levada a Delegacia Municipal de Barra do Bugres para confeccionar o Boletim de Ocorrência da agressão. Ao ser alertado, o prefeito apenas sorriu, segundo as imagens, com o áudio original, colocados na rede social YouTube.
Francelino Pereira deverá se manifestar ainda nesta sexta-feira sobre o episódio.
No final do ano passado, o prefeito de Barra foi afastado do cargo por decisão da Justiça e teve seus bens bloqueados. Ele é acusado pelo Ministério Público de improbidade administrativa. Investigações detectaram desvios de recursos na área da saúde, destinado a aquisição de medicamentos para serem entregues gratuitamente a famílias de baixa renda, teriam somado R$ 176 mil.

Apresentador de TV propõe: "derrete tudo e faz sabão" com meninos de rua

Desculpem a má qualidade da foto, mais tenham certeza de uma coisa, a imagem real desse sujeito e bem pior, nem queiram ver.


É isso mesmo que o nobre leitor entendeu. A pérola foi dita no ar pelo técnico rural Márcio Mendes, travestido de apresentador da TV Diamante, retransmissora do SBT na cidade de Diamantino, no Mato Grosso.
Aliás, a TV Diamante é uma concessão de TV Educativa ligada a família do ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), segundo informa Leandro Fortes do Brasília Eu Vi.
A emissora, segundo o jornalista, tenta há mais de dois anos derrubar o prefeito de Diamantino, “que ousou vencer a família do ministro nas urnas”.
A nota é uma sugestão do amigo twitteiro Peter Lyra, e foi veiculada no site Câmara em Pauta.